Convulsão em Adultos e sua Relação com a EpilepsiaConvulsão em Adultos e sua Relação com a Epilepsia

Convulsão em Adultos e sua Relação com a Epilepsia

Convulsão em Adultos e sua Relação com a Epilepsia

Convulsão em Adultos e sua Relação com a Epilepsia – A convulsão em adultos pode ser considerada um tipo de crise epiléptica. Contudo, nem sempre as duas condições estão relacionadas.  A epilepsia é uma doença em que a pessoa sofre crises de atividade anormal ou excessiva em suas células cerebrais, que podem incluir – mas não se limitam – a convulsões.

Convulsão em Adultos e sua Relação com a Epilepsia

Neste artigo, confira informações sobre as convulsões, suas causas, tipos e formas de tratamento, além de sua relação com a epilepsia.

Epilepsia e Convulsão em Adultos

O cérebro contém bilhões de células nervosas, chamadas neurônios, que recebem e transmitem impulsos elétricos como forma de comunicação. Em uma convulsão, ocorre atividade elétrica anormal ou excessiva neste processo de comunicação, causando alterações na consciência, no comportamento e também movimentos anormais, durante alguns segundos ou minutos.

Nem todo mundo que teve uma convulsão apresenta epilepsia. Esta condição caracteriza-se por crises epilépticas recorrentes que, na maioria das vezes, não têm causa aparente, com manifestações diferenciadas, podendo ou não ocorrer movimentos corporais.  Convulsão em Adultos e sua Relação com a Epilepsia

Causas de Convulsão

Como nem todas as convulsões são causadas pela epilepsia, existem duas categorias para identificar as causas de crises convulsivas:

  • Crises epilépticas – Causadas por uma disfunção cerebral, em que ocorrem episódios intermitentes de atividade elétrica anormal na comunicação entre os neurônios. Entre as causas para a epilepsia, estão lesões cerebrais, acidente vascular cerebral, infecção ou tumor no sistema nervoso central. Como manifestações, podem ocorrer movimentos corporais ou apenas uma crise de ausência, em que a pessoa fica “fora do ar” por alguns momentos.
  • Convulsões não epilépticas – Nestes casos, também ocorre atividade elétrica anormal no cérebro, que pode ser causada pelo uso de medicamentos, abstinência de substâncias e desequilíbrios biológicos, como queda no nível de açúcar no sangue, estímulos visuais excessivos, ansiedade ou febre alta. Estas convulsões não costumam ocorrer outras vezes, depois que o problema é solucionado. 

Algumas pessoas possuem gatilhos de convulsão, ou seja, situações que podem aumentar a probabilidade de ocorrer uma convulsão. Entre os principais gatilhos, estão: febre, emoções fortes, exercício intenso, música alta, luminosidade intensa ou piscando. Outros fatores menos frequentes que podem desencadear convulsões são períodos menstruais e distúrbios do sono.

Tipos de Convulsão

Um dos tipos mais comuns de convulsão é a tônica clônica. Neste tipo de convulsão, a pessoa pode ter seus músculos enrijecidos e apresentar movimentos bruscos. A pessoa também pode morder a língua, o que pode causar sangramento ou formação de espuma na boca.

Outros tipos de crises convulsivas são menos intensos. Os movimentos de agitação podem ocorrer em apenas um dos membros ou parte do rosto. A pessoa pode, ainda, parar repentinamente de responder e olhar para um ponto fixo por alguns segundos. Movimentos de mastigação ou de estalar os lábios também são comuns. Convulsão em Adultos e sua Relação com a Epilepsia

 

Uma convulsão pode causar “sensações”, que apenas o paciente sente. Por exemplo, desconforto no estômago, medo ou um cheiro diferente. Estas sensações subjetivas podem ser consideradas auras, que geralmente ocorrem antes de uma crise convulsiva.

Tratamento do Paciente com Convulsão

O tratamento de um paciente que apresenta convulsão depende do tipo de crise apresentada, se esta foi causada por epilepsia ou outros fatores.

Medicamentos Anticonvulsivantes

Se o diagnóstico for de epilepsia ou se a causa da convulsão for um acidente vascular cerebral, tumor, ou algum tipo de lesão cerebral permanente, os medicamentos anticonvulsivantes, que previnem ou reduzem o número ou a gravidade das convulsões, são prescritos para o tratamento.

O médico pode não recomendar a ingestão desses medicamentos até a ocorrência de ao menos duas convulsões, para ter certeza de que a primeira convulsão não foi um incidente isolado. Contudo, a medicação pode ser prescrita após uma única convulsão quando existe alto risco de uma segunda crise ou de lesão relacionada às convulsões.

Para que os medicamentos anti-convulsivos tenham um bom funcionamento, existem alguns cuidados que devem ser tomados, em relação a seu uso:

  • Tomar a medicação nas doses e nos horários adequados, conforme indicados pelo médico;
  • Não parar de tomar o medicamento anticonvulsivo sem falar com seu médico, mesmo apresentando efeitos colaterais desconfortáveis;
  • Tomar cuidado para a receita não se esgotar, pois interromper o uso da medicação anticonvulsiva abruptamente pode aumentar o risco de convulsão;
  • Não utilizar outros medicamentos – incluindo os fitoterápicos – sem consultar seu médico, pois eles podem interagir com a medicação anticonvulsivante.

Outras Abordagens Terapêuticas

Quando a pessoa continua a ter convulsões, mesmo depois de tentar vários medicamentos, outros tratamentos podem ser indicados:

  • Cirurgia para remover a parte do cérebro que está causando as convulsões, ou cortar a conexão entre os dois hemisférios cerebrais;
  • Cirurgia para implante de um dispositivo elétrico, como um estimulador de nervo vago ou um dispositivo de neuroestimulação cortical responsivo.

Vários tratamentos experimentais também estão sendo desenvolvidos. Pergunte ao seu neurologista de confiança sobre as estratégias de tratamento que podem ser indicadas para o seu caso.

Convulsão em Adultos e sua Relação com a Epilepsia.

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