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Esclerose Lateral Amiotrófica – Tudo Sobre

A Esclerose Lateral Amiotrófica é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta as células dos neurônios motores. Também referida como “Doença de Lou Gehrig”, devido ao famoso jogador de beisebol que faleceu com a doença. A Esclerose Lateral Amiotrófica (sigla “ELA”) causa fraqueza e atrofia muscular, o que cursa com perda da movimentação pessoa torna-se incapaz de se mover.

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Esclerose Lateral Amiotrófica – Tudo Que Precisa Saber

Neste artigo, vamos abordar mais detalhes da doença, seus sintomas, diagnóstico e formas de tratamento.

A Esclerose Lateral Amiotrófica

Os neurônios motores possuem um extensão que vai do do cérebro à medula espinhal, e da medula espinhal a todos os músculos do nosso corpo. Quando ocorre algum processo de degeneração dos neurônios motores, é perdida a capacidade do cérebro para iniciar e controlar os movimentos musculares.

Assim, a origem da palavra a-mio-trófica, do grego, tem o seguinte significado:

“A” – significa nenhum ou não;
“Mio” – refere-se ao músculo;
“Trófico” – significa alimento.

Ou seja, o significado da palavra é “Nenhum alimento muscular”. Quando um músculo não recebe alimento, ele atrofia, perde suas capacidades.

Degeneração Esclerose Lateral Amiotrófica

A degeneração desta região da medula leva à formação de uma espécie de endurecimento: a esclerose. E lateral é o termo utilizado para identificar a região da medula espinhal em que estão as células nervosas que controlam os músculos.

Sintomas da Esclerose Lateral Amiotrófica

Os sintomas da Esclerose Lateral Amiotrófica podem ser diferentes, de acordo com a região envolvida no processo degenerativo e se este envolvimento é de neurônios motores superiores ou inferiores.

É comum que a degeneração comprometa os nervos que controlam os músculos dos membros superiores ou inferiores, assim como os músculos da respiração ou os responsáveis pela fala e deglutição.

Quando ocorre perda de neurônios motores superiores, pode haver uma lentificação dos movimentos, aumento do tônus e espasmos musculares. A degeneração de neurônios motores inferiores leva ao desenvolvimento de flacidez, atrofia muscular e contrações musculares involuntárias.

Na esclerose lateral amiotrófica, somente há perda de neurônios motores que controlam os músculos voluntários. Dessa forma, não são afetados o coração, o aparelho digestivo, a bexiga nem os órgãos sexuais.

Alguns pacientes apresentam alterações de humor ou dificuldade para pensar claramente.

Diagnóstico da Esclerose Lateral Amiotrófica

A esclerose lateral amiotrófica é uma doença difícil de diagnosticar. Não existe apenas um teste ou procedimento específico para estabelecer o diagnóstico. Diversos exames incluindo um clínico cuidadoso e a exclusão de outras doenças semelhantes são necessários.

Uma avaliação diagnóstica adequada inclui procedimentos, como: eletroneuromiografia (ENMG) e estudo de velocidade de condução nervosa (NCV); exames de sangue, urina e tireoide, punção lombar, ressonância magnética e mielograma da coluna.

Tratamento da Esclerose Lateral Amiotrófica

Entre os medicamentos utilizados para retardar o progresso da doença, podemos citar o Riluzole (nome comercial: Rilutek) e o Edaravone (nome comercial: Radicava). Embora ainda sejam poucos os medicamentos que modifiquem o curso da doença, temos diversas abordagens terapêuticas que podem ajudar no alívio dos sintomas.

Para tanto, o tratamento para esta doença, necessita de uma equipe multidisciplinar, envolvendo terapeutas ocupacionais, nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos e assistentes sociais.

A utilização de alguns medicamentos pode ajudar a tratar sintomas como, espasmos musculares, fraqueza, salivação excessiva, problemas de sono, dor e depressão. Além disso, intervenções que aumentem a força muscular proporcionam uma maior sobrevida e melhoram a qualidade de vida do paciente.

As modalidades de fisioterapia motora e respiratória também possuem grande importância no tratamento, contudo com exercícios moderados, sem resistência, já que exercícios prolongados ou excessivos podem piorar a fadiga e o processo de degeneração.

Outros recursos que ajudam as pessoas a lidar com os sintomas incluem:

máscara para respiração;
tubo de alimentação;
bengala, muletas ou cadeira de rodas motorizada para ajudar na locomoção;
computador especial, controlado com movimentos da mão ou dos olhos, para ajudar na fala.

A velocidade com que a doença progride é variável em cada pessoa e não se sabe ao certo o que leva alguns pacientes a evoluir melhor que outros. Dessa forma, manter o acompanhamento médico é essencial para a prescrição de novas intervenções brevemente, sempre que necessário.

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