Papiloma de Laringe por HPV - Tumores Epiteliais BenignosPapiloma de Laringe por HPV - Tumores Epiteliais Benignos

Papiloma de Laringe por HPV – Tumores Epiteliais Benignos

Papiloma de Laringe por HPV – Tumores Epiteliais Benignos – Papiloma de laringe é um termo utilizado para designar tumores epiteliais benignos causados por infecção pelo vírus do papiloma humano (HPV). São as neoplasias benignas mais comuns que afetam a laringe e o trato respiratório superior.

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Veja neste artigo mais informações sobre as características clínicas deste problema e suas abordagens terapêuticas.

Papiloma de Laringe por HPV – Tumores Epiteliais Benignos²

Os papilomas laríngeos são semelhantes a verrugas na pele e condiloma acuminado, ou verrugas genitais. A estimativa de infecção por HPV varia de 60 a 80% das mulheres em idade fértil.

Geralmente envolve os tipos 6, 11, 16 e 18 do vírus HPV e afeta mais comumente as cordas vocais. Sendo uma infecção viral, presume-se que a semeadura inicial da doença seja por transmissão aérea ou via corrente sanguínea. Em casos raros é genuinamente transmitido na forma de uma infecção sexualmente transmissível típica.

Causas

O motivo para que algumas pessoas infectadas desenvolvem expressão clínica de papiloma (respiratório, genital ou cutâneo) e algumas pessoas nunca desenvolvem doença clínica permanece incerta.

A realidade é que alguns indivíduos parecem ser suscetíveis ao vírus e outros não. Embora alguns indivíduos possam adquirir o vírus através de contato íntimo, o vírus pode ser transmitido da mãe para o feto. Dessa forma, a papilomatose laríngea respiratória não é considerada uma doença sexualmente transmissível.

Papiloma de Laringe – Características Clínicas

As lesões papilomatosas desenvolvem-se na mucosa, que é o revestimento fino da superfície da laringe. Esse revestimento tem aproximadamente cinco camadas de células e é transparente.

Como o papiloma tende a afetar as cordas vocais predominantemente, muito rapidamente pode levar à rouquidão. Isso vem da alteração da flexibilidade superficial e da capacidade de fechamento total das cordas vocais. Esses dois critérios são críticos para a produção de som normal.

Se o papiloma se torna extenso o suficiente, pode comprometer as vias aéreas da laringe e causar falta de ar e obstrução das vias aéreas, o que pode levar à asfixia, se não for tratada. Uma traqueostomia pode ser necessária em alguns casos, mas é evitada a todo custo.

O papiloma pode afetar as pregas vocais e / ou a epiglote e ocasionalmente pode se espalhar distalmente para envolver a traqueia ou os brônquios.

Tratamento

Dado que o papiloma cresce a partir do revestimento da laringe, as abordagens de tratamento devem ser destinadas a erradicar a doença, mas proporcionando máxima preservação da delicada microestrutura em camadas abaixo do epitélio, ou seja, as estruturas críticas envolvidas na produção de som e sua voz.

As técnicas mais avançadas e inovadoras no manejo do papiloma laríngeo envolvem o uso de um grupo de lasers chamados lasers angiolíticos. O laser KTP pulsado é o mais eficaz nesta classe e é altamente especializado para o papiloma laríngeo.

Seu mecanismo de ação consiste em eliminar a microcirculação sanguínea no papiloma e remover todos os vasos. Por sua vez, as lesões papilomatosas são involuídas e depois aspiradas durante o procedimento. Como a energia do laser KTP é absorvida exclusivamente nos vasos sanguíneos do papiloma, há preservação do tecido subjacente sadio da prega vocal, que é crítico para a voz.

O laser também é capaz de remover pequenos vasos de alimentação na periferia do papiloma, o que pode reduzir ainda mais a chance de recidiva.

A Papilomatose Respiratória Recorrente

Devido à sua propensão a recorrer após a remoção cirúrgica, o distúrbio é frequentemente referido como papilomatose respiratória recorrente, podendo afetar crianças e adultos, mas tipicamente identificado na infância.

Geralmente apresenta-se como rouquidão ou estridor (respiração ruidosa) e caracteriza-se pelo envolvimento extenso da laringe com frequentes recidivas.

O tratamento geralmente consiste em laringoscopias frequentes com remoção cirúrgica usando o laser de dióxido de carbono. Como o vírus vive no tecido aparentemente normal em torno do papiloma, a recorrência é provável, e a remoção endoscópica repetida é frequentemente necessária.

Algumas crianças podem necessitar de excisão 1 a 2 vezes por mês. Os papilomas podem regredir espontaneamente na puberdade, embora muitas crianças necessitem de tratamento por toda a vida.

Devido à natureza agressiva da doença em certos indivíduos, é recomendado procurar o atendimento de um médico otorrino assim que os sintomas forem identificados. Papiloma de Laringe por HPV – Tumores Epiteliais Benignos.

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